Tomossíntese digital da mama reduz repetição de exames em 30%
 
 

Artigo publicado no site “AuntMinnie.com”, em 04 de agosto de 2009, por Kate Madden Yee.

A utilização de um sistema de tomossíntese digital da mama (“Digital Breast Tomosynthesis” – DBT) pode reduzir as taxas de repetição de exames de mamografia em até 30%, de acordo com um estudo publicado na edição de agosto da revista “American Journal of Roentgenology”.

 

Os sistemas DBT usam braços motorizados que permitem a aquisição dos dados em cortes tomográficos, em movimento de arco ao redor da mama. Os cortes são reconstruídos em volumes 3D, que podem reduzir a dificuldade de interpretação causada pela sobreposição de tecidos, natural nas mamografias convencionais.

Possíveis benefícios da tecnologia incluem: melhoria na detecção do câncer em pacientes com mamas densas; permitir que o diagnóstico de tumores benignos seja mais efetivo e, portanto, reduzir o número de biópsias; e, talvez o mais importante do ponto de vista da paciente, reduzir as taxas de repetição de exames nas mamografias de avaliação periódicas.

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh e do Magee-Womens Hospital, também em Pittsburgh, conduziram um estudo comparando o desempenho diagnóstico da mamografia digital de campo total convencional (FFDM) e o da DBT com respeito às taxas de repetição. Os resultados foram publicados na revista American Journal of Roentgenology deste mês (Agosto de 2009, Vol. 193:2, pág. 586-591). David Gur, Sc. D., e colegas, selecionaram 125 exames, 35 com câncer comprovado e 90 sem indicação de câncer. Oito radiologistas interpretaram as imagens sob quatro condições de visualização:

  • • Mamografia digital convencional apenas (modo 1)
  • • 11 imagens de DBT de baixa dose (modo 2)
  • • Imagens DBT reconstruídas (modo 3)
  • • Imagens combinadas em display, de mamografia digital e DBT (modo 4)


Os níveis de desempenho dos avaliadores foram medidos considerando a proporção de exames para os quais eles solicitaram repetição para maior avaliação, escreveram Gur e colegas. A equipe de Gur solicitou aos oito radiologistas para revisarem e classificarem as imagens de cada exame quanto à presença ou ausência de anormalidades, sob as quatro condições de leitura, assumindo que a respectiva imagem fosse a do exame de avaliação inicial.

Os exames que levaram maior tempo para serem avaliados foram observados no modo de imagens combinadas entre mamografia digital e DBT (modo 4). Os que despenderam menores tempos de avaliação foram aqueles observados com imagens apenas de mamografia digital de campo total (modo 1). 

Os avaliadores demonstraram maior sensibilidade e especificidade quando observando e classificando os exames utilizando-se apenas a DBT (modo 3) e com uma combinação de mamografia digital convencional e a DBT (modo 4). O desempenho geral dos avaliadores utilizando somente a mamografia digital resultou em uma especificidade menor (0,60 versus 0,72) e sensibilidade menor (0,88 versus 0,93) do que quando utilizaram o modo 4, combinando digital com DBT.

Porém, a mais dramática diferença foi em relação às taxas de repetição, escreveram Gur e colegas, com o uso combinado da DBT e da mamografia digital, mostrando uma redução de 30% dessas taxas para exames livres de câncer, e que teriam sido repetidos se somente a mamografia digital tivesse sido utilizada.

"Nossos achados em relação à redução das taxas de repetição associada ao uso combinado da DBT e da FFDM provavelmente permanecerão válidos em estudos experimentais que mais proximamente simulem o ambiente clínico real, como também no próprio ambiente clínico real", escreveram os autores.

Mas a DBT irá requerer algum treinamento, alertaram eles.

"Nossa experiência até o momento indica que, diferente das rotinas simples de processamento de imagens, o adequado, preciso e eficiente uso da tomossíntese digital da mama necessitará de treinamento substancial no reconhecimento não somente da aparência de várias anormalidades, mas também da aparência amplamente variável de um tecido normal, causando achados negativos", escreveram.

Original em inglês: “Digital breast tomosynthesis cuts recall rate by 30%

 

 
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